segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Poesia intitulada: "Polícia e periferia"

Polícia e periferia

Não somos imbecís,

Quando não sonhamos,

Quando não assumimos,

Nossas almas infantis.

No caso da polícia,

Há culpados e inocentes,

Profissionais doentes,

Gritando em clemência.

Há anjos e demônios,

Profissionais exemplares,

Subordinados e pares,

Antônimos e Antônios.

Gente como você,

Como eu também,

Casos de poréns,

Difíceis de entender.

Do outro lado,

Os pobres viventes,

Necessitados, carentes,

Jogados como dados.

Procurando a justiça,

Desafiando a imoralidade,

As causas da mortalidade,

Que alimenta mil farças.

Moradores e marginais,

Não tendo como saber,

Se dizem não conhecer,

E vivem como animais.

Gente simples e cega,

Assim, com fé e miséria,

Buscando coisas sérias,

Futuro que o país nega.

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