Polícia e periferia
Não somos imbecís,
Quando não sonhamos,
Quando não assumimos,
Nossas almas infantis.
No caso da polícia,
Há culpados e inocentes,
Profissionais doentes,
Gritando em clemência.
Há anjos e demônios,
Profissionais exemplares,
Subordinados e pares,
Antônimos e Antônios.
Gente como você,
Como eu também,
Casos de poréns,
Difíceis de entender.
Do outro lado,
Os pobres viventes,
Necessitados, carentes,
Jogados como dados.
Procurando a justiça,
Desafiando a imoralidade,
As causas da mortalidade,
Que alimenta mil farças.
Moradores e marginais,
Não tendo como saber,
Se dizem não conhecer,
E vivem como animais.
Gente simples e cega,
Assim, com fé e miséria,
Buscando coisas sérias,
Futuro que o país nega.
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