quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Rastilho da desonestidade

Há um rastilho de pólvora que ameaça os sonhos do verdadeiro sentido da democracia e sufoca a esperança da nação, fazendo o país e o seu povo caminhar para o caos sem se permitir vislumbrar o futuro – quando o horizonte fica cada vez mais obscurecido à luz do novo tempo!
Ao temor deste rastilho já não sabemos distinguir os poucos subsídios que ainda nos resta da ética e da honestidade de algumas pessoas que felizmente sobrevivem a todo esse mar de lama da política desleal e vergonhosa, daqueles que se dizem ser os nossos representantes legais de quem por direito.
Não podemos pensar em promoção de justiça social, se quem nos rege são promovidos sem nenhum escrúpulo ao refúgio da luz do dia.
A ganância sempre teve seus efeitos malignos, isso, em todas as esferas sociais e essa epidemia tem sucumbido às massas, roubando seus sonhos e seus ideais.
Até que o “bolo” é vantajoso! Mas, o apetite de quem deveria de fato partilhar é desproporcional ao seu tamanho... Quando a sua fome se torna insaciável.
A nós, porém, cabe nos contentar com as sobras das migalhas da sujeição do assistencialismo histórico dos sucessivos senhores do poder da hipocrisia. Assim caminha a velha e defasada democracia ao rastilho da desonestidade.


Postada pelo amigo: José Manoel dos Santos
Em 15 de agosto de 2009.

sábado, 15 de agosto de 2009

Do craque do passado ao crack do presente

Basta lembrarmos de nossa infância, dos costumes, das tradições, das brincadeiras de menino, dos jogos de bola, dos ídolos do futebol, do respeito ao idoso, respeito aos mestres de nossas escolas, de nosso comportamento em ambientes públicos e da unidade familiar. Lembrou! Pois é. Hoje, muitas destas lembranças são presentes só nos registros da mente dos brasileiros que viveram um pouco destes costumes passados.
Agora a bola da vez é a curtição, o desrespeito aos mestres, aos país, o esquecimento de nosso folclore, a destruição de nossas escolas, o furto e o assalto a mão armada, o consumo de drogas lícitas e ilícitas. Um perfeito cenário produzido pelas facilidades da modernidade.
Antigamente a modernidade estava contida apenas aos filhos de poucos brasileiros. Hoje a realidade, a escola é a da vida. Surge nas telas dos computadores, dos filmes de conteúdo ofensivo à juventude, das canções que causam o despertar dos moradores da classe baixa ao crime, a exclusão social, julgados de maneira crítica pela burguesia de poucos anos atrás e adorado pela atual.
Todos se perguntam onde vamos parar. Lembro que quando adolescente, lá pelos meus 14 a 18 anos, a juventude brigava pelos craques do futebol, pelos jogos televisionados. Lá se vão uns dez anos. O que hoje vemos, pelas ruas, praças, campos de futebol que mais parecem campos para cemitérios, é uma cena bastante comum. Jovens consumindo drogas, sendo devorados pela sinestesia provocada pelas substância nocivas a saúde, bem como, ao fortalecimento dos laços familiares.
Queríamos camisa de futebol, uma bola, uma chimbra (bola de gude), um pião, um time de botão. Hoje, querem dinheiro, muito dinheiro, a toda hora. Vendem a própria alma ao crime, roubando e matando em nome do vício, especialmente o crack, que se torna problema de saúde pública.
Fato que devemos ter em mente é que sociedade dos anos 80 e 90, vinham de um tipo de prisão, onde cada ato do cidadão era punido. Os próprios pais puniam seus filhos, mesmo que provocasse danos, estes os quais julgamos errados. Porém, as lições ensinadas naquela época surtiam efeito. É que a modernização julgou tais atos errôneos. Imagine hoje o pai batendo em seu filho ao ver seu filho xingando seus colegas e idosos em condições de ser seus avós e bisavós. Logo este pai é tido como monstro.
Pois é. Temos hoje o governo que queremos e a sociedade que o povão quer.
Façam suas apostas sobre o futuro desta forma. Lembrem do passado e reflitam o que dele se aproveita. Enfim, testem os resultados em suas vidas. Boa sorte.
Postado por: Anderson Ricardo

Imprensa em crise

Numa época recente de nossa história como país, o papel dos jornalistas seria de fundamental importância. Basta imaginar o peso da imprensa em momentos políticos cruciais de nossa história, a exemplo a ditadura militar.
Hoje notamos que a mesma imprensa que denuncia, tornou-se um intruso aos interesses das mesmas oligarquias de outrora. Não bastou a ajuda desta no processo duro de redemocratização do passado.
O interessante é que se não fosse pela informação repassada pela mídia, milhões de pessoas de nosso país estariam cegos no meio de milhares de balas em direção a pontos vitais para o futuro seu e de futuras gerações.
Nota-se mesmo assim que o povo já está contaminado com os vírus devastadores da acomodação e do medo. Poucos são os que ousam desafiar o braço abastardo da política brasileira. Uns estados são verdadeiros reinos, com seu futuro traçado a mãos de ferro, ou melhor, a laços nos pescoços. A exemplo, nosso estado de Alagoas, onde os Coronéis modernos combatem de fogo a sangue seus adversários. Terra está conhecida pela profética máxima de ser a “Terra dos Coronéis”. Nunca vimos tantos e com tantas idéias satânicas.
É diante de tantas injustiças que a nossa imprensa vai cada vez mais se tornando fraca, muitas vezes, nas mãos de grupos políticos que fazem imperar sua pessoalidade, deslocando os olhos da sociedade, seu olfato, seu tato, sua audição e cortando seus clamores.
Por aí, existem pessoas gritando por justiça, pedindo pelo fim de tanta corrupção, que é hoje sofre com a desmoralização das instituições, da falta de ética, dos falsos juramentos à pátria.
Há também o povo, a massa que sonha e compactua com seus jagunços de importância menor, que servem de desvio à ótica da imprensa perante a crise política e social que vivemos.
Viva o brasil! Viva a política! Viva ao país de todos! Viva a seu povo!
Postado por: Andeson Ricardo

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Poesia intitulada: "Polícia e periferia"

Polícia e periferia

Não somos imbecís,

Quando não sonhamos,

Quando não assumimos,

Nossas almas infantis.

No caso da polícia,

Há culpados e inocentes,

Profissionais doentes,

Gritando em clemência.

Há anjos e demônios,

Profissionais exemplares,

Subordinados e pares,

Antônimos e Antônios.

Gente como você,

Como eu também,

Casos de poréns,

Difíceis de entender.

Do outro lado,

Os pobres viventes,

Necessitados, carentes,

Jogados como dados.

Procurando a justiça,

Desafiando a imoralidade,

As causas da mortalidade,

Que alimenta mil farças.

Moradores e marginais,

Não tendo como saber,

Se dizem não conhecer,

E vivem como animais.

Gente simples e cega,

Assim, com fé e miséria,

Buscando coisas sérias,

Futuro que o país nega.

Poesia intitulada: "Expressões de Liberdade"

Expressões de liberdade


Liberdade é trunfo, vontade

É o luto sobre os atos de corrupção

É a raiva quando se quer justiça

É o desejo de viver e vencer.

Liberdade não se cria, vivencia

É como um beijo, um abraço

É como deixar de ser tímido

É ser cego e não se perder.

Liberdade, eterna serás

Liberdade, rica tu és

Liberdade, seremos namorados

Liberdade, pra te sentir, aqui estou.

Então vives a liberdade?

Sentes a clareza do sol,

Todas as manhãs, em tua pele?

Vês a alegria dos pássaros?

Então diga que sois livre,

Não te esquecendo da tua acompanhante:

A liberdade...

Es la hora

Arquivo do ontem